Orgulho é, na verdade, um sinal da nossa falta de autoconfiança e auto-respeito. Como somos incapazes de aceitar nossas limitações, mantemos uma impressão falsa de nós mesmos; nosso orgulho nos impele, então, a desconsiderar os outros e a nos alienar deles. Competimos com aqueles que nos cercam para que as coisas sejam feitas da maneira como nós achamos que deveriam ser; apontamos os erros e as falhas dos outros e ignoramos suas virtudes e habilidades. Entretanto, nossas comparações e julgamentos, ao invés de provar nosso valor, demonstram apenas a nossa falta de autoconhecimento, ampliando a distância que existe entre nós e a nossa humanidade. Até que nós mesmos estejamos isentos de erros, não estamos numa posição que nos permita criticar os outros, pois continuamente cometemos erros – em geral os mesmos erros que condenamos.

Todas as pessoas possuem defeitos, obstáculos à realização positiva. Quando estamos cientes desses defeitos em nós mesmos, é difícil manter uma atitude superior em relação aos outros. Conforme vamos nos tornando mais honestos e dispostos a admitir as nossas deficiências, aumentamos nosso autoconhecimento e auto-respeito. Este auto-respeito vence os nossos medos de inadequação, e deixamos de sentir necessidade de nos dar ares de superioridade. Podemos até nos permitir errar e, desse modo, aceitamos a oportunidade que o insucesso nos dá de aprendermos com os nossos erros. A medida que cresce a nossa consciência de nós mesmos, conduzindo-nos a uma maior consciência da natureza humana, passamos a nos preocupar com o bem-estar dos outros, e essa qualidade de interesse e cuidado gera a verdadeira humildade.

– Tarthang Tulko 

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