O único alimento da vida é o risco; quanto mais você arrisca, mais você está vivo. E uma vez que você compreenda isso – não por desespero, não por impotência, mas por uma consciência meditativa – uma vez que compreenda isso, você fica entusiasmado pela absoluta beleza dessa possibilidade. O homem pode receber com desespero o fato de ficar sem lar, por a vida não ter segurança, mas aí perde-se todo o ponto.
Os Budas também chegaram à mesma conclusão, mas em lugar de ficarem tristes, eles deram um salto para o desconhecido. Aceitaram que isso faz parte da própria natureza da vida. E entenderam como é belo a vida ser insegura, porque então existe a possibilidade de explorar; então existe a possibilidade de se deparar com o novo; então existe a possibilidade de surpresas. Se fosse tudo certo, garantido, predestinado, não haveria nenhuma emoção, nenhuma dança.
E esse é todo o meu ensinamento. Eu não lhe dou uma meta, não lhe dou nem mesmo um senso de direção. Eu simplesmente o torno consciente da realidade da vida – o que ela é, como ela é. Então, você tem a possibilidade de entrar em sintonia com a vida. Acompanhe a vida sem desejos pessoais, sem ideias de como a vida deveria ser. Deixe-a como é, relaxe.
Perceba… Nossas casas parecem mais sepulturas. Estamos preocupados demais com segurança. E uma excessiva preocupação com segurança mata, porque a vida é insegura. É assim! Nada pode ser feito sobre isso; ninguém pode tornar a vida segura.
Todas as seguranças são falsas, todas as seguranças são imaginárias. Uma pessoa o ama hoje – amanhã, quem sabe? Como você pode estar seguro sobre o amanhã? Você pode ir ao cartório e estabelecer um vínculo legal, pelo qual ele ou ela continuará sendo seu marido ou sua esposa amanhã também por causa dos vínculos legais, mas o amor pode desaparecer. O amor não conhece a lei. E quando o amor desaparece, a esposa permanece esposa e o marido permanece marido, então existe uma morte entre eles.
Por causa da segurança criamos o casamento. Por causa da segurança criamos a sociedade. Por causa da segurança sempre percorremos um caminho já aberto. Mas a vida é selvagem. O amor é selvagem. E Deus(como você o concebe, natureza/existência…) é absolutamente selvagem. Ele jamais virá aos seus jardins, eles são demasiado humanos. Ele jamais será encontrado nos seus caminhos que estão prontos. Ele é selvagem. Lembre-se, a vida é selvagem.
Osho
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